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abr

Como manejar conflitos vindos da crise do Covid-19 dentro de sua empresa?

Não tá fácil para ninguém, nenhum ser humano nesse momento se sente seguro e confortável. Do mais poderoso ao mais humilde, do mais rico ao mais miserável. Agora um único sentimento nos une: o medo, para mim, o pior dos sentimentos, pior até do que a raiva.

Tomados por ele, ativamos nossos circuitos cerebrais primitivos e voltamos a agir sem pensar, por instinto de sobrevivência, nossa luta atual.

Atacamos, ofendemos, criticamos ferozmente, tentamos achar saídas num labirinto complexo. Ficamos frustrados e com raiva, com muita raiva – geralmente o sentimento que usamos para esconder nosso medo.

Queremos nossa vida de volta, num mundo difícil, mas conhecido.

Agora tudo mudou e não sabemos para onde.

O que vai ser de nós quando tudo acabar?

Brigamos. Xingamos. Vamos para os polos. Esquecemos a legitimidade do caminho do meio. 

Mas existe falta de sintonia no comando

Eu concordo, mas não queria estar no lugar dos nossos governantes. Eles já foram condenados, por mortes e por miséria, independente da quantidade de cada um. Decisões difíceis, sob pressão, sob ataque, encurralados e acusados.

Esperamos super-heróis. Cadê o Batman, o Quarteto fantástico? Os Vingadores? Sorry, eles não existem, infelizmente.

Quem tá lá é gente de carne e osso como eu e você, acuados e com medo. Eles também são humanos. Numa situação dessa, criticar o tempo todo ajuda? Chutes na canela e no fígado motivam? Acusações inspiram?

Falam tanto da empatia. Empatia não pode ser seletiva, só com quem concorda comigo ou com o mais fraco. Não existe meio honesto, nem meio empático. Cadê a empatia com quem, apesar de todo medo, tá tentando fazer o que dá pra fazer?

Erros? Claaaaaaaro! Inúmeros! Erro no tom, na abordagem, na quantidade e na qualidade. Erros de todos os lados, do governo, da mídia, das pessoas.

No governo as decisões estão sendo tomadas de forma desconexa, não existe unanimidade da percepção do tamanho do conflito e da crise. Todos ficam batendo cabeça.

O governo é um sistema, e como sistema, é composto de várias partes, todas importantes para que este sistema sobreviva. Para tal, em um momento como esse, a necessidade de informações alinhadas é ainda maior. Estamos vivendo um conflito complexo, múltiplo na natureza, nos envolvidos, nas agendas, nos campos linguísticos, nas demandas e nos atores. Sua resolução não é simplista! Não será resolvido com uma equação binária (certo ou errado, vidas ou economia). As agendas são muitas, as consequências também, e acontecem de forma sinérgica e cumulativa – um impactando o outro, assim como o contágio do vírus.

Mas você lá, acertaria o tempo todo?

Somos todos humanos, submetidos às mesmas emoções básicas e fisiológicas. Não somos diferentes, não é isso que estamos aprendendo?

Estamos aprendendo? 

A pandemia impacta à todos! E não seria diferente dentro das empresas 

Como levar este aprendizado para a realidade das empresas que, se ainda não lidam, em breve terão que manejar conflitos vindos da crise do Covid-19?

● Estude e mapeie todas as interfaces e consequências possíveis do problema dentro e fora da empresa;

● Explique, da forma mais didática possível, todo o processo com suas consequências atuais e futuras para a empresa e para todas as pessoas interessadas no seu negócio; 

● Se possível, faça um quadro com o mapeamento das várias consequências nas diversas áreas a curto, médio e longo prazo para embasar as discussões da equipe;

● Apesar do susto, tenha uma atitude propositiva e focada na solução.

É estratégico e inteligente, sob vários aspectos profissionais, e principalmente pessoais, trabalhar forte e diariamente para desenvolver a humildade. Há quem sabe diferente de você. PARE e escute. 

Humildade não é subserviência e nem ser vaquinha de presépio. Dentro de uma empresa é fundamental para que consigamos ouvir o ponto de vista do outro e entender quais são as pressões, desafios, empecilhos e dificuldades que o outro também enfrenta no desenvolvimento de suas atividades. 

Afinal, percepção do que é essencial é particular.

Por fim, lembre-se que este conflito trata de uma necessidade humana básica a sobrevivência que precisa de dois fatores: saúde e alimento. 

Tenha calma e serenidade. Encontraremos a saída.

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